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Passa Quatro Canta 2012

Dia 7 de Abril no Jardim Dos Leões - "Passa Quatro Canta"

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Tombamento

TOMBAMENTO

O que é tombamento?

O tombamento é um ato administrativo realizado pelo Poder Público com o objetivo de preservar, por intermédio da aplicação de legislação específica, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados.

O que pode ser tombado?

O Tombamento pode ser aplicado aos bens móveis e imóveis, de interesse cultural ou ambiental, quais sejam: fotografias, livros, mobiliários, utensílios, obras de arte, edifícios, ruas, praças, cidades, regiões, florestas, cascatas etc. Somente é aplicado aos bens materiais de interesse para a preservação da memória coletiva.

Quem pode efetuar um tombamento?

O Tombamento pode ser feito pela União, por intermédio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, pelo Governo Estadual, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado ou pelas administrações municipais, utilizando leis específicas ou a legislação federal.

O ato do tombamento é igual à desapropriação?

Não. São atos totalmente diferentes. O Tombamento não altera a propriedade de um bem, apenas proíbe que venha a ser destruído ou descaracterizado. Logo, um bem tombado não necessita ser desapropriado.

Um bem tombado pode ser alugado ou vendido?

Sim. Desde que o bem continue sendo preservado. Não existe qualquer impedimento para a venda, aluguel ou herança de um bem tombado. No caso de venda, deve ser feita uma comunicação prévia à instituição que efetuou o tombamento, para que esta manifeste seu interesse na compra do mesmo.

O Tombamento preserva?

Sim. O Tombamento é a primeira ação a ser tomada para a preservação dos bens culturais, na medida que impede legalmente a sua destruição. No caso de bens culturais, preservar não é só a memória coletiva, mas todos os esforços e recursos já investidos para sua construção. A preservação somente se torna visível para todos quando um bem cultural se encontra em bom estado de conservação, propiciando sua plena utilização.

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Mais um Casarão Restaurado

É com orgulho que o Conselho de Patrimônio Histórico de Passa Quatro agradece a Senhora Maria Helena e familia pela restauração de seu casarão. Este casarão de acordo com pesquisas realizadas provavelmente foi construido em 1918.

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Restauração das obras do Chico Cascateiro

O português Francisco da Silva Reis “Chico Cascateiro” chegou ao Brasil clandestinamente, depois de realizar, em companhia de outros artistas, inúmeros trabalhos em seu país de origem. Quando esteve de passagem pelo Sul de Minas Gerais, já havia executado importantes obras em palacetes na cidade do Rio de Janeiro, entre coretos, sentinelas, pontes e grutas com belos estalactites e estalagmites. De estatura mediana, magro, tez clara mas ja queimada pelo sol da montanha, trajando muitas vezes calça de algodão, paletó e chapéu de feltro com abas caídas, esse simples mas incansável operário conseguiu erigir, em ambiente adverso de sua origem e longe da família, uma obra extensa e singular. Construtores que o conheceram, recordam com admiração, sua maestria em formular aparências e seu hábito, às vezes incompreendido, de passar horas nas matas, em busca de inspiração. Para Joaquim Antonio, idoso que o auxiliou na construção do Parque das Águas , em Caxambu, ele era um “admirador da natureza”. Segundo Juca Arthur, o artista “ja era um homem de idade quando trabalhou em Cristina” e lhe parecia, aos seus olhos de menino, que o fazedor de cascatas tinha um “rosto cadavérico”.
Em fotografia de 1921, na cidade de Carmo de Minas, frente ao repuxo do jardim público, Francisco da Silva Reis segura um balde de massa na altura do joelho enquanto deixa a mão esquerda no bolso da calça em busca de uma pose mais valorosa. Mesmo nesse momento não se desfez do seu instrumento de trabalho e, humilde como qualquer trabalhador braçal do século XX, entregou-se inocentemente para o obturador da camara fotográfica. Vendo-o em trajes de trabalho, a calça manchada, compreendemos o porquê de tanto esquecimento em torno de usa pessoa. Numa sociedade onde o brilho das palavras, o brilho dos anéis e o brilho negro do café eram as lanternas da vida social, parca consagração restaria a um itinerante construtor de cascatas.
Francisco da Silva Reis era um trabalhador pertinaz, iniciando seu ofício já nas primeiras horas do dia e deixando as ferramentas ao cair da tarde. Como a maioria de suas obras era construída em lugares abertos, ocorria-lhe tirar vantagens das condições climáticas, avaliando a quantidade de argamassa preparada para as modelagens. Suas peças não poderiam ser recolhidas nas mudanças bruscas do tempo. Em caso de chuva (principalmente nos meses de fevereiro e março), não poderia reaproveitá-la. Portanto, era imprescindível que houvesse agilidade na construção, tirando melhor vantagem dos dias ensolarados. Depoimentos colhidos durante as pesquisas confirmam que o artista “ia fazendo sua obra à medida que o dia transcorria”.
Trabalhando no Sul de Minas Gerais, longe da tutela dos paisagistas ancorados na administração pública das capitais, o artista teve a liberdade necessária para criar enredos naturais interagidos com formas modernas, deixando assinatura nas principais peças do seu acervo. Em Caxambu, no Parque das Águas, gravou seu nome por extenso na argamassa e abaixo dele imprimiu a data em que os trabalhos foram concluídos na cidade. Em Carmo de Minas e Itajubá, registrou F.S.Reis, abreviando o prenome. Mestre das formas assimétricas e do movimento, o que teria levado o artista a servir-se da letra de forma entre duas linhas simulando pautas? Acostumado com a complexa linguagem da natureza, onde linhas curvas nutrem e retalham os espaços, qual a razão da letra de forma numa caligrafia forçada, onde o risco das pautas é aparente? O desejo ingênuo de simular a folha de umcaderno seria a submissao ao inequívoco prestígio que a sociedade legou à escrita sobre os outros registros encontrados na natureza? Assim, sua assinatura é o único traço regular e simétrico no mundo das formas contorcidas.
Também identificam suas obras alguns símbolos discretamente dispostos nas modelagens: rosas, pequenos ramos com tres folhas lanceoladas e galhas comuns às árvores. As assinaturas traduziam a consciencia do cascateiro emergindo de uma arte anônima e transformando-a num revigorante recamo de formas vegetais.
Entretando, os embelezamentos que ilustravamos espaços públicos e a intimidade dos jardins conheceram, no decurso do tempo, o abandono. E tão implacável e irreversível foi o expurgo dessa arte e desses artistas que se dedicavam à construção de imitação da natureza, que o registro da profissão de cascateiro foi suprimido dos dicionários modernos. Em 1939, o Novíssimo Dicionário da Língua Portuguesa, organizado por Laudelino Freire, não registra o vocábulo cascateiro e os dicionários recenes apresentam cascateiro (cascata +eiro) como “aquele que diz ou escreve cascata”, isto é, cascateiro na acepção da pessoa que mente ou mantém “retórica, sem fatos, e geralmente longa” (FERREIRA,1999)
As informações sobre o seu paradeiro tornam-se imprecisas a partir de seu embarque nos vagões da Rede Sul-Mineira para outras localidades. Aos amigos e patrícios que deixava, só restavam as lembranças daquele trabalhador que contribuiu para a inserção de muitas cidades no glamour da belle époque, alumiando com argamassa as sobrecasacas e alimentando a imaginação das crianças com o envultamento das cascatas naturais.
A partir de 1940, essa escola de paisagismo, que floresceu na Europa durante o século XIX, estava sepultada juntamente com os seus principais mestres-de-obras.
Texto retirado de “Jardins esquecidos”- (A arte em argamassa na obras de Francisco da Silva Reis) de Estaquio Gorgonne/2004
Leia mais em www.tanto.com.br Eustaquio Gorgonne/Chico Castateiro
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Casarão da familia Hespanha restaurada



O Conselho de Patrimônio Histórico de Passa Quatro a partir de hoje não só lembrará e divulgará os patrimônios históricos de Passa Quatro, com também as pessoas que se preocupam com a história de Passa Quatro e hoje são “Amigos de Passa Quatro”, é o caso da familia Hespanha, que com uma sensibilidade impar restaurou o casarão da familia, ponto de referência no turismo de Passa Quatro.
A restauração de imóveis tombados representa a preservação da história, através do reconhecimento de um patrimônio comum a toda a sociedade.

O casarão da familia Hespanha, foi construido no primeiro quartel do século XX, aproximadadmente no ano de 1900, o construtor e o primeiro proprietário do casarão foi Dr. Arlindo Luz – engenheiro responsável pela manutenção da Rede Ferroviária – e, posteriormente, Romeu Hespanha a comprou. Romeu Hespanha, foi o construtor da Casa da Cultura e proprietário da Fábrica de ladrilhos Dora.

O Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural visando manter a história viva de nossa cidade, entre outros, principalmente a preservação dos imóveis construídos há dezenas de anos, que são apreciados e fazem parte da estória de Passa Quatro, vem expressar a conceituada familia passaquatrense a nossa gratidão pela qualidade e sensibilidade na realização da “restauração” da residência da família Hespanha, situada na rua Dr. Arlindo Luz, mantendo fielmente suas características externas.

Gustavo Carneiro Greca
Presidente
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Restauração do Chafariz

O Conselho de Patrimônio Histórico está restaurando as obras de arte do artista Francisco da Silva Reis “Chico Cascateiro” obras estas localizadas no Jardim Júlio Regnier em Passa Quatro. Esta restauração está sendo feita pelo artista plástico Luiz Eduardo Silva “Nativo” .
Francisco da Silva Reis, o Chico Cascateiro, artesão nascido em Portugal, veio para o Brasil no início do século. Instalou-se no sul de Minas Gerais, onde realizou significativa obra moldada em argamassa e hoje distribuída por várias cidades, entre elas Passa Quatro, Caxambu e São Lourenço. Edificou em cimento – o que era muito raro até então, uma maquete de um ecossistema, revelando-se como um arauto frente às devastações de nosso tempo. Foi um despretensioso e ingênuo precursor de um pensamento voltado para a natureza, singularmente inscrito nos troncos, cipós e galhos retorcidos que esculpiu em cimento,criando uma obra de grande valor artístico.
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CORPUS CHRISTI EM PASSA QUATRO – M.G.

O Conselho de Patrimônio Histórico e Cultural de Passa Quatro, em parceria com Prefeitura Municipal de Passa Quatro, Secretaria de Cultura e Turismo e Paróquia São Sebastião já estão trabalhando para a realização do Corpus Christi no dia 11 de junho. Mais uma vez o envolvimento de todos está sendo crucial para o trabalho de confecção dos tapetes.
Este ano o Conselho de Patrimônio Histórico e Cultural de Passa Quatro está trabalhando para Registrar o Corpus Christi como Patrimônio Imaterial do Município.
A empressa Lanxess Energizing Chemistry mais uma vez participa e presentea a cidade de Passa Quatro com a doação de Pó Xadrez para a confecção das cores nos tapetes, a Granja Mantiqueira e a IPAPEIS também estão a alguns anos apoiando e patrocinando este evento. Estas participações estão sendo muito importante para a realização dos trabalhos, uma vez que todo o trabalho é feito através de parcerias e de mão de obra voluntária.
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V Encontro das Bandas

Encontro de bandas, dia 31 de agosto de 2008, no Jardim dos Leões

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Osvaldo da Costa (Osvaldão)

O Conselho de Patrimônio Histórico de Passa Quatro M.G. convida para o lançamento do livro ” O Gigante da Guerrilha – Osvaldão e a saga do Araguaia” escrito por Bernardo Joffily, no dia 05 de julho de 2008 às 20 horas na Casa da Cultura, rua Cabo Deodato, nº 20, centro, Passa Quatro, Minas Gerais.
Osvaldão–
Militante do PCdoB.
Apelidos: Osvaldão, Mineirão.
Cor: negra.
Altura: 198 cm.
Idade: 36 anos.
sexo: masc.
Peso: 100 Kg.
Cabelo: preto/crespo.
Barba: preta/cerrada Bigode.
Sapato: 48.
Data e local de nascimento: 27/04/38, Passa Quatro/MG.
Biografia
“Negro, forte, com quase dois metros de altura, era uma figura inconfundível. No entanto, seu físico contrastava com sua meiguice e afetividade. Membro do Partido Comunista, foi obrigado a viver na clandestinidade desde o golpe de 1964. Antes porém, fora estudante da Escola Técnica Nacional do Rio de Janeiro; campeão carioca de box pelo Botafogo, oficial da reserva do CPOR e cursou até o 3º ano de Engenharia de Minas, em Praga, na Checoslováquia, onde viveu alguns anos. Era natural de Minas Gerais.Foi dos primeiros a chegar à região do Araguaia-Tocantins, por volta de 1966/67. Entrou na mata como garimpeiro e mariscador. Era o maior conhecedor de toda a área, tanto da guerrilha como das áreas circunvizinhas. No ano de 1969, fixou sua residência às margens do rio Gameleira, onde mais tarde se juntaram outros companheiros. Era muito querido e respeitado tanto pela população como pelos companheiros.Conta-se a seu respeito inúmeras histórias como a de que, estando de passagem em casa de uma família camponesa, encontrou a mulher desesperada por que não tinha dinheiro para comprar comida para os filhos. Era uma casa pobre. Continuar lendo
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Direitos Humanos debate desaparecimentos na Guerrilha do Araguaia

A questão dos desaparecidos durante a Guerrilha do Araguaia – uma ação do Partido Comunista do Brasil para resistir, pelas armas, à ditadura militar – foi debatida segunda-feira (12/05/08), às 19 horas, no auditório da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, a requerimento do deputado Carlin Moura (PCdoB). Na ocasião, foi lançado o livro “O Gigante da Guerrilha – Osvaldão e a saga do Araguaia”, uma biografia do líder guerrilheiro Osvaldo Orlando da Costa, abatido em Xambioá pelas tropas do Exército comandadas pelo coronel Sebastião Curió.
Segundo Carlin Moura, Osvaldão era mineiro de Passa Quatro e se tornou líder da guerrilha sem ser liderança formal do partido. “Reverenciar sua memória significa não só reconhecer o seu papel heróico de líder na batalha, mas destacar que Minas sempre forneceu combatentes contra o arbítrio e o totalitarismo”, disse ele.
A audiência da Comissão de Direitos Humanos tratou do caso de cerca de 70 militantes do PCdoB que teriam desaparecido durante o período 1968-72, quando ocorreu a guerrilha do Araguaia. Teriam sido mortos 65 deles, entre combatentes e camponeses que aderiram à causa. O debate sobre a guerrilha teve a participação de familiares de Osvaldão, que pela primeira vez se dispõem a comparecer a eventos comemorativos, segundo a assessoria do deputado.
A biografia, preparada pelo escritor Bernardo Joffily, revela que Osvaldão era um negro muito alto e forte, foi campeão brasileiro de boxe pelo Botafogo e depois formou-se em Engenharia na antiga Tchecoslováquia. No Araguaia, surgiu a lenda de que tinha o corpo fechado, já que não foi ferido em vários combates com o Exército Brasileiro. Ao ser morto, em 1972, numa grande operação militar comandada pelo coronel Curió, teve seu corpo amarrado ao trem de pouso de um helicóptero e foi levado para ser mostrado nas diversas aldeias e povoados que apoiavam o movimento guerrilheiro.
Participaram dos debates, além de Joffily, o deputado Carlin Moura, a deputada federal Jô Moraes (PCdoB); a sobrinha de Osvaldão, Maria Elisa da Costa; e a professora Sandra Brisolla, que se formou com ele na Tchecoslováquia.
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