Arquivo do mês: abril 2008

Restauração das cores originais do calçamento

O Calçamento especial de Passa Quatro

O Conselho de Patrimônio Histórico e Cultural, preocupado em proteger um valioso patrimônio da cidade, realizou o Tombamento do Calçamento das vias urbanas do bairro Centro. Nosso querido Pedro Mossri escreve a seguir algumas linhas sobre a curiosa história do nosso calçamento. O dossiê de tombamento (documentação que comprova a relevância histórica e paisagística do bem) está disponível para consulta de toda a comunidade na Sede do Conselho de Patrimônio Histórico na Casa da Cultura.

“Dr. Manuel Alves de Castro, quando Prefeito, na década de 30 – e ele fora chefe do Executivo de 1927 a 1937 – foi quem primeiro calçou um logradouro público em Passa Quatro: a Praça Dr. Frontin.
Conforme seu depoimento ao autor de Passa Quatro: Feitos e Malfeitos, a cidade não produzia paralelepípedos e ele teve que compra-los em Cristina. Para transporta-los, ganhou o frete, talvez porque fosse médico da Rede Mineira de Viação. Como as pedras não eram suficientes para o citado calçamento, contratou o empreiteiro Adriano Gonçalves para resolver o problema. Esse, após visitar a chamada Serra do Leite, encontrou dois tipos de pedra: uma era a pedra usual do calçamento e outra de tonalidade escura, mas ambas não davam para calçar várias ruas, caso a opção fosse por uma ou por outra.
Dr. Castro, sempre muito prático, mandou que o empreiteiro usasse ambas as tonalidades mas em faixas diferentes.
Calçadas as ruas centrais, fato esse ocorrido no final da década de 1930, o conjunto claro-escuro foi aplaudido por passaquatrenses e visitantes.
Claro que a ação do Poder Público, através do serviço de água e esgoto, sempre está a abrir buracos e valas no leito das ruas e seu trabalho de recompor o que foi desfeito nem sempre é levado a efeito por calceteiros experientes. Isso tem redundado no desfazimento de tal obra na parte de certos detalhes, como, por exemplo, na recolocação dos paralelepípedos quando chega a “sobrar” pedras…
Daí a necessidade de ser preservada tal obra, tanto na preservação das faixas claras e das faixas escuras quanto na colocação de cada paralelepípedo sem que possa “sobrar” ou faltar.”
Pedro Mossri (Conselheiro)
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